ABEMI vai criar Pólos de Qualificação Profissional

Projeto, que deve ser iniciado no primeiro trimestre de 2012, já tem parcerias com SENAI e Petrobras e vai ser tema de palestra no Seminário “Solda, Brasil” no Rio

Com expectativas tão boas como nunca no cenário atual da indústria nacional, a ABEMI – Associação Brasileira de Engenharia Industrial – decidiu criar pólos de qualificação de mão de obra, com a intenção de certificar os trabalhadores que já estão no mercado. Com a participação do SENAI e Petrobras, a idéia é levar cursos para cinco importantes categorias em diversas praças do País. A novidade deve ter início no primeiro trimestre do ano que vem.

O presidente da entidade, Carlos Maurício Lima de Paula Barros, que faz palestra no dia de abertura do seminário “Solda Brasil 2011 – Seminário Nacional de Tecnologia e Mercado de Soldagem”, que acontece nos dias 30 e 31 de agosto no Centro Empresarial Rio, em Botafogo, no Rio de Janeiro, conta que esteve visitando diversas entidades de qualificação profissional nos Estados Unidos. A viagem teve representantes também do SENAI e da Petrobras. Foi lá que surgiu a ideia de trazer este sistema para o Brasil.

“Precisamos buscar qualificar o pessoal no mesmo nível do primeiro mundo. Vemos hoje um crescimento no volume de obras, principalmente nas áreas de petróleo e gás, mas a mão de obra carece de melhor qualificação. É aí que vamos atacar. Tenho certeza que será um grande avanço para o País”, diz Carlos Maurício.

As categorias de encanador, soldador, montador, caldeireiro e eletricista, que correspondem a 60% da mão de obra utilizada nas grandes indústrias – excluindo-se aí a construção civil – serão os alvos da transformação. Os primeiros pólos a serem implantados já têm destino certo: Rio de Janeiro (Comperj), São Paulo (onde está concentrada a maioria da mão de obra das indústrias associadas da ABEMI, incluindo as refinarias Revap, Replan e RPBC ) e Pernambuco (Abreu Lima e Petroquímica da Odebrecht e Petrobras). Uma segunda etapa já compreende o Rio Grande do Sul, que tem construção de plataformas de petróleo, além de Ceará e Maranhão com as refinarias Premium e da Bahia, com as prováveis sondas de petróleo.

Os pólos funcionarão nos próprios canteiros de obras, treinando todos os trabalhadores das funções envolvidas. Os cursos serão ministrados pelo SENAI e outras empresas poderão ser parceiras, como a Petrobras, que já firmou o interesse no projeto. A certificação ficará a cargo da ABEMI. Ainda não se sabe quantas pessoas serão beneficiadas: “Não temos um número de vagas de qualificação a serem geradas, nem uma meta, mas o universo é enorme. Para se ter uma ideia, só no pólo do Comperj, devemos ter mais de 20 mil vagas”, conta o executivo.

            O caminho a ser percorrido com a mão de obra destas categorias é o início do que se espera chegar, a exemplo do que aconteceu com os engenheiros industriais. Carlos Maurício lembra que, no início da década de 90, o perfil dos profissionais do mercado era de pessoas de mais de 50 anos, ou com menos de 30. Hoje, existem jovens de 30 a 40 anos, assumindo cargos de grande importância nas empresas, eliminando a necessidade de trazer para o país profissionais de maior nível técnico. A mudança se deu, principalmente, por conta dos mais de 4 mil cursos de MBA Latu Sensu proporcionados pelo PROMINP, para profissionais indicados pelas empresas.

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