2014 – Saneamento na Rede

O jogo começou. A FIFA definiu os locais de cada partida da Copa do Mundo de 2014, e a euforia já é visível. O Brasil pode até ser campeão no futebol nesta competição, mas na “rede” da sociedade é necessário muito mais do que a bola – é preciso saneamento. A oportunidade de sediar a Copa do Mundo não pode se resumir a uma taça, tem de se transformar num legado socioeconômico para um dos setores mais carentes do País – o Saneamento, em todas as suas vertentes.

            Hoje, apesar dos avanços ocorridos entre 2000 e 2008 no número de municípios cobertos pelo saneamento básico em todas as regiões do Brasil, persistem as diferenças regionais na abrangência municipal dos serviços de distribuição de água, de coleta de esgoto, de manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais. O Atlas de Saneamento 2011 não deixa dúvidas: nesse período o País caminhou para atingir uma cobertura próxima à universalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos e de águas pluviais, seguido do serviço de abastecimento de água que atingiu uma cobertura superior a 94% dos municípios brasileiros.

Mas ainda temos dívidas sociais extremamente cruéis. A comparação entre o número de municípios com rede coletora de esgoto mostra que, apesar dos avanços constatados entre 2000 e 2008, é nesse tipo de serviço que o Brasil tinha seu maior desafio, pois o esgotamento sanitário era o serviço que apresentava a menor abrangência municipal, atingindo um percentual de 55,2% para todo o país em 2008. Apesar da menor abrangência, em especial nos municípios com menos de 50 mil habitantes, houve aumento na proporção de domicílios com acesso à rede de esgoto, que passou de 33,5%, em 2000, para 45,7%, em 2008.

Na questão da água o desperdício chama atenção. Se o Brasil conseguisse reduzir seus índices de perdas de 40%, 50% e, em algumas regiões, até 60% para aceitáveis 15% ou 20%, com certeza seria possível atender a muito mais gente e ainda sobrariam recursos para ampliar a rede e investir em esgotos.

Mas de modo geral, os indicadores ainda são muito tímidos, é preciso avançar e de forma mais rápida. A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 pode ser uma oportunidade única para que o saneamento ganhe destaque entre as prioridades do País e a universalização dos serviços seja alcançada em grande parte dele. A escolha das 12 cidades pela FIFA para sediar a Copa pode ser emblemática para o saneamento. Isso, porém, vai depender de bons projetos e gestão eficiente das obras, de forma que elas possam trazer resultados concretos à população, através de metas bem definidas e respaldadas em indicadores confiáveis.

Além disso, nesse período que antecede a Copa do Mundo podemos incentivar a disseminação de boas práticas nas áreas operacionais, comercial e de gestão das companhias estaduais, municipais e privadas, de maneira a otimizar os recursos e produzir resultados na prática. As experiências estão aí, nas áreas de abastecimento, coleta e tratamento de esgotos, eficiência energética, controle, gestão de perdas e comercial. Basta identificá-las e espalhá-las.

Toda essa conjuntura e expectativa futura remetem para a oportunidade da realização da segunda edição do Seminário “2014 Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização do Saneamento”. O evento tem por objeto colocar em debate os desafios, necessidades e soluções, através da discussão dos projetos e potencialidades de cada cidade e estado eleitos pela FIFA para sediar a Copa, com a análise conjuntural da estrutura e gestão do saneamento, perspectivas de recursos e formas de otimizar e agilizar os investimentos em cada cidade.

QUEM DEVE PARTICIPAR

O seminário deverá reunir governos federal, estaduais e municipais, secretarias de saneamento, desenvolvimento, turismo, meio ambiente, companhias de saneamento (operadoras estaduais, municipais e privadas), empresas de consultoria e projetos, fabricantes de materiais e equipamentos, prestadores de serviços, empresas de engenharia e construção, entidades de classe e profissionais de saneamento e engenharia, para que sejam expostos modelos de gestão, soluções, equipamentos e experiências bem sucedidas que possam ser multiplicadas e aceleradas.

INFORMAÇÕES GERAIS

Data: 06 e 07 de dezembro de 2011
Local: Centro Empresarial Rio
(Edifício Argentina– Praia de Botafogo, 228 – Botafogo – Rio de Janeiro – RJ)
Metodologia: A programação do workshop será apresentada através de palestras e painéis.
Número de participantes: Vagas limitadíssimas para 70 participantes.

TABELA DE INSCRIÇÃO CATEGORIA INDIVIDUAL
TABELA DE INSCRIÇÃO CATEGORIA GRUPO
(a partir de 03 inscrições)

(1)   Sistema de desconto não acumulativo. A aplicação de desconto será feita de acordo com a categoria escolhida.




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Uma resposta em “2014 – Saneamento na Rede

  1. O sucesso de um sistema de esgoto sanitário e o correto manejo das águas naturais urbanas, especialmente a drenagem, dependem da educação ambiental das comunidades que serão atingidas (ou beneficiadas) pelas obras, (e posteriormente com os serviços de qualidade). Com programas de uso racional da água envolvendo educação, gestão da água nas edificações / empresas e tecnologias poupadoras de água, direcionados aos usuários dos sistemas (ou “reféns” de serviços que são monopólios …) os investimentos podem ser menores com garantia de bom funcionamento com o apoio irrestrito da população. Este é um fator essencial para o desenvolvimento sustentável da cidade do Rio de Janeiro. Não estamos observando nenhuma mobilização da população …

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