Baixos investimentos, falta de projetos e de gestão adequada preocupa setor de Saneamento

O Setor de Saneamento vem recebendo diversos incentivos rumo à universalização do serviço em todo o país, prevista para os próximos 20 anos. No entanto, as indústrias voltadas para o saneamento esbarram nas dificuldades com relação ao uso efetivo das verbas destinadas ao setor.

Segundo o engenheiro Augusto Fabrin, da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), o setor não tem recebido recursos suficientes para conquistar o objetivo da universalização. “Os recursos podem até estar sendo alocados, empenhados em volumes próximos dos satisfatórios, mas, efetivamente, eles não têm chegado às obras de modo a enfrentar devidamente o desafio da universalização. Há falta de projetos, em muitos casos, falta de projetos adequados e falta de gestão de todo o processo”, explica o engenheiro.

Por esses motivos, o PAC não tem sido suficiente para alavancar o saneamento no país. Segundo o representante da ABCE, o programa efetivamente significou um substancial aumento no volume de recursos disponibilizados para o saneamento, mas os desembolsos ficaram em torno de 35% em 2007 e de 50% apenas em 2009.

Na visão da ABCE, entre as iniciativas que apóiam o setor está a Lei do Saneamento, que estabelece diretrizes nacionais para a prestação dos serviços de saneamento básico no país. Augusto Fabrin ressalta que a lei, em vigor desde 2007, foi um passo importante para o saneamento no Brasil, mas os resultados só serão vistos a médio e longo prazo.

 Para o engenheiro, falta ao setor demonstrações claras do comprometimento do governo com a causa do desenvolvimento do saneamento no país, de modo a inspirar confiança ao mercado. Fabrin afirma que é necessária a garantia efetiva de recursos, pelo menos aos níveis antecipados no PLANSAB.  Sem a atenção necessária, as indústrias voltadas para o saneamento não se sentirão estimuladas a investir em novas tecnologias e há o risco de o setor sofrer com a escassez de profissionais especializados no futuro, visto que os jovens têm direcionado suas carreiras para outras áreas mais atrativas da engenharia.

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