Brasil joga no ralo R$ 4 bilhões/ano com perdas de água tratada

Importância do diagnóstico de perdas nos sistemas de abastecimento de água para otimizar aplicação de recursos e conter o desperdício será tema de palestra da SABESP

O volume de água desperdiçado no Brasil após o tratamento chega em média a 40%, segundo dados do último relatório do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, e equivale ao dobro do índice considerado aceitável por técnicos do setor, e muito superior a países do primeiro mundo como o Japão, onde as perdas de água tratada não passam de 4,7%. Considerando uma tarifa média de água de R$ 1,78, o prejuízo chega a R$ 2,8 bilhões por ano, apenas com as chamadas perdas aparentes. Se consideradas as perdas reais (vazamentos na rede), esse prejuízo é superior a R$ 4 bilhões.

Para otimizar os investimentos no controle de perdas, o engenheiro da SABESP, Jairo Tardelli Filho – Gerente do Departamento de Planejamento Integrado da Diretoria Metropolitana, defende a importância do diagnóstico das perdas nos sistemas de abastecimento. Segundo ele, isso vale tanto para as perdas reais (físicas, vazamentos) quanto aparentes (não físicas, comerciais), considerando as perdas em termos de volumes e de faturamento.

O gerente da SABESP participa nos próximos dias 06 e 07 de dezembro do Seminário 2014 – Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização dos serviços de água e esgoto. O evento, que acontece no Centro Empresarial Rio, no Rio de Janeiro, tem como finalidade discutir, entre outros assuntos, as metas e soluções para execução de projetos na área de saneamento. O objetivo é colocar em debate os desafios, necessidades e soluções, através da discussão dos projetos e potencialidades de cada cidade e estado eleitos pela FIFA para sediar a Copa e as Olimpíadas.

Para os especialistas do setor, o problema das perdas no Brasil se resume numa palavra: gestão. Durante 365 dias do ano se joga pelo ralo milhares e milhares de litros de água tratada, sendo que muitas empresas sequer se dão conta de qual é esse volume real, por falta de mecanismos e sistemas de medição e gestão. E as perdas não são apenas ambientais: se considerarmos as perdas reais (ou seja, vazamentos), o prejuízo no Brasil é muito maior.

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