Empresas e associações debatem os desafios do setor de Saneamento

Começa hoje no Rio de Janeiro o Seminário “2014 – Saneamento na Rede” que discutirá tecnologias e soluções para cidades e estados que sediarão a Copa e as Olimpíadas.

O Centro Empresarial Rio recebe nos dias 06 e 07 de dezembro o Seminário 2014 Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização do Saneamento. O evento reúne importantes empresas e associações do setor em torno do debate sobre os desafios e potencialidades das cidades que precisam alcançar ambiciosas metas até a Copa e os Jogos Olímpicos de 2016.

A Lei do Saneamento, o PLANSAB e outras iniciativas como os PAC 1 e 2 movimentam companhias e governo rumo a grandes objetivos. No entanto, de acordo com especialistas ligados à área no país esses passos não apresentam a velocidade necessária, considerando os 20 anos previstos para a universalização.

Segundo o Presidente da Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), Paulo Roberto de Oliveira, a falta de projetos e a lentidão na liberação de recursos são mesmo as maiores dificuldades encontradas pelas companhias. “Certamente, é o maior entrave do setor. Estados e municípios não estão preparados para avançar nos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Falta capacitação técnica para a elaboração de bons projetos e para a melhoria da gestão dos serviços. Além disso, os órgãos financiadores públicos, Caixa e BNDES, não conseguem vislumbrar nova modelagem para os empréstimos, exigindo a garantia dos acionistas. Um atraso de visão que impede a liberação de recursos no ritmo que se faz necessário”, afirmou.

Na opinião de Valdir Folgosi, Presidente do Sindesam (Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental) os procedimentos de contratação pública inibem o desenvolvimento ágil do saneamento e a utilização de tecnologias modernas. “Somos favoráveis à contratação de obras por soluções integradas, isto é, a partir de um projeto conceitual bem qualificado, em que o administrador possa comprar a solução adequada à necessidade. Por exemplo, estuda-se a necessidade de uma bacia hidrográfica e contrata-se a obra/projeto em regime “turn-key”, sendo a solução para o problema daquela região, quer seja problemas de água, esgoto ou geração de lodo. A obra deverá ser contratada numa avaliação de técnica e preço e, consequentemente gerará menor impacto ambiental”, frisou.

Sobre o PAC, Folgosi e Oliveira concordam que o programa está sendo importante com relação ao aumento de investimentos no setor, entretanto apontam a precariedade de gestão dos projetos. “Ainda faltam projetos consistentes que deveriam ser apresentados pelos municípios e CESBs, mas que até agora não tiveram êxito. Os desembolsos estão extremamente lentos”, aponta o Presidente da Abcon. Folgosi reafirma: “Claro, que o PAC é uma importante ferramenta de incentivo às obras de saneamento, mas antes das obras, precisamos de um planejamento claro dos projetos a serem realizados, e que estes projetos tenham um prazo de execução para operarem com eficiência. Há muitas obras inacabadas ou operando com baixa eficiência.”

Além da Abcom e do Sindesam, associações como Asfamas, Aesbe, Abar, Abdib e empresas como CEDAE, Procel/Eletrobras, CAIXA, BNDES, Sabesp, entre outras, debaterão esses e outros temas afins no Seminário “2014 – Saneamento na Rede – A chance de um gol de placa na universalização dos serviços de água e esgoto”. O objetivo é discutir as necessidades e soluções, através da análise conjuntural da estrutura e gestão de saneamento, as perspectivas de recursos e formas de agilizar os investimentos para estas cidades e estados-sede. Além, é claro, de poder estudar maneiras de replicar as soluções para outras localidades do país.

Entre os palestrantes já confirmaram presença no Seminário 2014 – Saneamento na Rede:

Rogério de Paula Tavares Superintendente Nacional de Saneamento e Infraestrutura da Caixa

Guilherme da Rocha Albuquerque – Engenheiro do Departamento de Saneamento Ambiental do BNDES

Fernando Dias Pinto Perrone – Chefe do Departamento de Projetos de Eficiência Energética do Procel/Eletrobras

Wagner Victer – Presidente da CEDAE

Engº Mauro Obladen de Lara – Diretoria de Operações da SANEPAR

Antônio Alves Filho – Diretor Comercial da CAGECE

Silvio José Marques – Presidente Nacional da ASSEMAE (Ass. Nac. dos Serviços Municipais de Saneamento)

Walder Suriani – Superintendente Executivo da AESBE (Ass. das Empresas de Saneamento Básico Estaduais)

José Luiz Lins dos Santos – Presidente da ABAR (Ass. Bras. de Agências de Regulação)

Newton Lima Azevedo – Vice Presidente da ABDIB (Ass. Bras. da Infra-Estrutura e Indústrias de Base)

Valdir Folgosi – Presidente do SINDESAM (Sind. Nac. das Indústrias de Equip.para Saneamento Bás. e Ambiental)-ABIMAQ (Ass. Bras. da Ind. de Máquinas e Equipamentos)

Gustavo Siqueira – Diretor Setorial da ASFAMAS (Ass. Bras. dos Fabricantes de Materiais para Saneamento)

Paulo Roberto de Oliveira – Presidente da ABCON (Ass.Bras. das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto)

Engº Jairo Tardelli Filho – Gerente do Departamento de Planejamento Integrado da Diretoria Metropolitana da SABESP

Serviço:

Data: 06 e 07 de dezembro de 2011

Local: Centro Empresarial Rio – Praia de Botafogo, 228, Rio de Janeiro – RJ

 

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