Eletronuclear vai investir R$ 300 milhões em um programa de melhoria contínua das usinas de Angra

Empresa desenvolve programa de reavaliação envolvendo autoavaliação, melhoria de projetos e de procedimentos de operação e fortalecimento de segurança e confiabilidade

Após o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, devido aos desastres naturais ocorridos na região, está acontecendo uma reavaliação em âmbito mundial dos procedimentos e estruturas de usinas nucleares, considerando a ocorrência de eventos naturais inesperados que possam afetar a sua atividade normal e ameaçar sua segurança.

Em reportagem publicada na última edição da revista Empresas Eletrobras, a Eletronuclear anunciou que vai investir R$ 300 milhões em um programa de reavaliação das usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que será realizado em cinco anos, com foco em quatro bases: reavaliação das bases de projeto para eventos externos; reavaliação de recursos para controle de acidentes, além das bases de projeto; definição de recursos externos adicionais para mitigação de catástrofes naturais; e reavaliação das condições do Plano de Emergência Externo da Central Nuclear.

Desde o acidente de Fukushima, a estatal para o setor nuclear vem acompanhando as medidas sugeridas por diversos organismos nacionais e internacionais e, com base nas recomendações, está desenvolvendo estudos sobre a aplicabilidade dessas medida às usinas brasileiras. O assunto vai ser tema do 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear que acontece nos próximos dias 8 e 9 de fevereiro, no Auditório da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no centro da cidade.

Prioridade na segurança

Apesar de a empresa já realizar um monitoramento contínuo, haverá a contratação de uma instituição independente para reavaliar o trabalho de contenção das encostas no entorno da Central Nuclear de Angra dos Reis. Além disso, o projeto das usinas também será reavaliado no que concerne a riscos da natureza, como abalos sismológicos, inundações por efeito de chuva, movimentos de mar e a influência de tornados.

Há também o destaque para a mitigação de acidentes severos, dotando as usinas de recursos para controlar acidentes, realizando o desligamento seguro do reator. Há estudos para a implantação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) na região de Angra, dedicada à alimentação elétrica das usinas no caso de perda total de todos os 12 diesel-geradores já existentes – o que seria um tanto improvável, mas que acabou ocorrendo em Fukushima devido aos eventos naturais. Este projeto ainda está em estudo e não entra no orçamento de R$300 milhões.

O Plano de Emergência também será reavaliado, com a possibilidade de utilização de meios alternativos de evacuação, por mar e por ar. Há estudos para a construção de quatro cais marítimos e diversas quadras poliesportivas que possam ser utilizadas como heliportos.

As lições de Fukushima

A Eletrobras Eletronuclear está entre as patrocinadoras do 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear, que tem como foco principal o debate sobre as usinas brasileiras e o modelo que será escolhido pelo Brasil para as quatro usinas programadas para serem construídas até 2030, dentro da matriz energética, além da necessidade de prevenção de acidentes e da gestão de riscos.

O evento se realiza em um momento bastante oportuno para que empresas, academia, governo e profissionais discutam os avanços e novas tecnologias que possam tornar a energia nuclear mais segura, limpa e adequada no Brasil, de maneira a complementar a demanda energética que o país precisa em sua matriz energética para assegurar seu desenvolvimento. E cresce ainda mais de importância no momento em que alguns países do mundo estão revendo os atuais modelos tecnológicos de geração.

O evento vai reunir técnicos e executivos do setor nuclear e de empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas, universidades e institutos de pesquisas e entidades do setor para discutir investimentos, demanda de mercado, disponibilidade de mão de obra especializada e novas tecnologias para atender o projeto nuclear brasileiro e sua importância como forte alavanca ao crescimento brasileiro e à competitividade da indústria e da engenharia do País.

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