Aniversário de Fukushima inspira debate sobre a segurança nuclear

Acidente ocorrido no Japão inspira debate sobre tecnologia, segurança, prevenção e resposta a desastres naturais no IV Seminário Internacional de Energia Nuclear

No próximo dia 11 de março, completam-se dois anos do terremoto seguido de um tsunami que causou a explosão de um reator e o vazamento de radiação na usina nuclear de Fukushima, no Japão. O acidente serviu de “pano de fundo” para uma reflexão mundial sobre o papel que a energia nuclear deverá ter nas estratégias energéticas nacionais ao longo do século XXI. Por outro lado, a lenta resposta do mundo às mudanças climáticas leva a uma outra reflexão: a população mundial, que de 3 bilhões em 1960 passou a quase 7 bilhões hoje, continuará seu crescimento, devendo atingir 9 bilhões até 2050. A demanda mundial de eletricidade também continuará a crescer ainda mais rapidamente, triplicando até 2050 e exigindo ao mesmo tempo a busca de fontes renováveis e energias mais limpas. Diante desse quadro, cabe a pergunta: o mundo pode abrir mão da energia nuclear?

Na visão de especialistas da Eletrobrás Eletronuclear, “a maior lição de Fukushima, a partir da análise do evento e de suas repercussões mundiais, é que a nossa reação deve combinar uma prática cada vez mais segura com um melhor esclarecimento da população. Sem ambas, as bases da energia nuclear serão perigosamente frágeis, e assim também serão as perspectivas para a revolução mundial da energia limpa da qual depende crucialmente o futuro ambiental do nosso planeta”.

De olho no aperfeiçoamento tecnológico para garantir a segurança, o Brasil já reafirmou sua disposição de construir pelo menos mais quatro usinas até a próxima década. Diante disso, o grande desafio é “encontrar os meios que permitirão que essa tecnologia de imenso valor desempenhe o seu papel fundamental e necessário na contínua melhoria das condições de vida da humanidade”. Um grande debate em torno desses desafios vai marcar, no Brasil, o segundo aniversário do acidente de Fukushima, durante o IV Seminário Internacional de Energia Nuclear, que acontece nos dias 24 e 25 de abril, no Rio de Janeiro, em parceria com a ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, AREVA Brasil, GENPRO e outras empresas públicas e privadas do setor de energia. O evento conta com a participação de diversos convidados e profissionais de organismos estrangeiros ligados ao setor nuclear.

Muitos países já se deram conta de que não poderão prescindir dessa fonte de energia no futuro para atender sua demanda. No Brasil, depois de uma rápida reavaliação da segurança da central nuclear de Angra, a Eletrobrás Eletronuclear concluiu que as usinas brasileiras têm condições favoráveis para suportar acidentes decorrentes de catástrofes naturais de extrema severidade. E elaborou um plano de ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. No total, são 56 iniciativas, entre estudos e projetos, a serem implementadas até 2015 e que contarão com investimentos de R$ 300 milhões. 

Em relação à capacidade da central nuclear de resistir a eventos externos, o estudo afirma que as usinas de Angra não estão expostas a riscos de tsunami, quando se leva em conta as características geológicas e tectônicas da região do Atlântico Sul. Adicionalmente, a central está instalada numa baía, em águas protegidas, e o molhe de proteção existente tem margem de segurança adequada contra o risco de marés e ondas elevadas. Em relação a terremotos, a central está localizada em região de baixa atividade sísmica, e o projeto da planta está adequado para o nível de risco existente na região.

Com a construção de  Angra 3 em, além de debates sobre novas tecnologias, soluções, equipamentos e mão de obra para atender o Programa Nuclear Brasileiro, em especial Angra 3 e as novas usinas, o IV Seminário Internacional de Energia Nuclear prevê palestras, painéis e debates sobre gestão, prevenção de riscos e respostas rápidas a desastres naturais, com ênfase na comunicação e informação para a rápida mobilização, além de trazer experiências do Brasil e do exterior sobre planos de emergência, monitoramento climático etc. O objetivo é reunir representantes da cadeia nuclear brasileira e internacional, agências internacionais de segurança, empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas.

INSCRIÇÕES ABERTAS – TABELA DE INVESTIMENTO

PERÍODO

VALORES

05/10 a 31/12/2012

R$ 300,00

01/01 a 24/03/2013

R$ 350,00

25/03 a 25/04/2013

R$ 400,00

Solicite o formulário de inscrição pelo e-mail: inscricao.planeja@gmail.com ou ligue para o Atendimento ao Participante: (21) 2262-9401 / 2244-6211 ou baixe o formulário pelo link  Formulário de inscrição_2013

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