Potencial de redução de consumo energético da indústria é de 25,7%

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3º Seminário Nacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética discute no Rio soluções e novas tecnologias para o Pais cumprir suas metas de redução da demanda em 0,5% até 2030

 

A indústria nacional é um dos setores da atividade econômica com maior potencial técnico de redução no consumo de energia do País. Segundo o Plano Nacional de Eficiência Energética (Pnef), esse percentual chega a 25,7% do consumo total de energia (eletricidade e combustíveis) da indústria.

Lançado em outubro de 2011, o PNEf tem como meta reduzir a demanda em 0,5% ao ano, cerca de 106 TWh, até 2030. O Plano nasceu com a proposta de “identificar os instrumentos de ação e de captação de recursos, de promoção do aperfeiçoamento do marco legal e regulatório afeto ao assunto, de forma a possibilitar um mercado sustentável de eficiência energética e mobilizar a sociedade brasileira no combate ao desperdício de energia, preservando recursos naturais”.

De modo geral, o Brasil conta com um grande potencial de eficiência energética em diversas áreas, especialmente de infraestrutura, como no transporte, que consome 30% da energia gerada, explica o Diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amilcar Guerreiro, que já confirmou presença na sessão de abertura do 3º Seminário Nacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética, marcado para os próximos dias 22 e 23 de outubro, no Centro Empresarial Rio, com o objetivo de debater experiências, soluções e novas tecnologias para racionalizar o consumo de energia na indústria, comercio e edificações (públicas e residenciais), reduzindo o custo no processo de produção e no consumo deste insumo.

Estima-se que nos últimos 20 anos o Brasil tenha baixado o seu consumo em 50 TWh, mas ainda há espaço para reduzir o desperdício e oportunidades de melhoria com intervenção de tecnologias que tornem os processos mais eficientes. A EPE projeta, por exemplo, que, por meio de iniciativas de eficiência energética, se possa evitar em 2020 o consumo de energia equivalente a 415 mil barris de petróleo por dia e à geração de uma usina hidrelétrica com capacidade de 8.200 MW.

Por seu potencial de redução no consumo, a indústria é um dos principais alvos do Plano. Para as micro, pequenas e médias empresas (MPME), por exemplo, o PNEf propõe, entre outras, as seguintes medidas:

  • · Promover meios de divulgar as empresas, indústrias ou empreendimentos sobre os riscos e cuidados na contratação de serviços em eficiência energética, fazendo o contratante procurar por profissionais capacitados ou habilitados nessa área;
  • · Fomentar o uso, manutenção e melhoria de isolação térmica nos equipamentos e tubulações industriais;
  • · Fortalecer ou criar mecanismos de incentivos para ampliar a participação das Escos com os segmentos produtivos;
  • · Incentivar o uso da iluminação natural;
  • · Fomentar o aprimoramento das ferramentas de gestão existentes, incluindo os softwares de gestão energética para que incorporem os conceitos contidos na norma ISO 50001.

O 3º Seminário Nacional de Energias Renováveis e Eficiência Energética – Desafios e soluções para o Brasil produzir mais com menos é organizado pela Planeja & Informa Comunicação e pela Casa Viva Eventos. As empresas de engenharia, tecnologia, fabricantes de materiais e equipamentos e prestadores de serviços interessados em patrocinar ou apresentar palestras técnicas sobre soluções e tecnologias para o setor nuclear podem entrar em contato com a área comercial da Planeja & Informa Comunicação e Marketing, através do telefone (21) 2244-6211.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo email inscricao.planeja@gmail.com, além dos telefones (21) 2262-9401 / 2215-2245.

 

Nomes já confirmados no evento:

  • · Amilcar Guerreiro, Diretor de Estudos Econômicos-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
  • · Fernando Pinto Dias Perrone, Chefe do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras/PROCEL
  • · Fernando Malta – CEBDS (Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável)
  • · Ricardo Rüther, Departamento de Engenharia Civil – Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar, Diretor Técnico do Instituto IDEAL – UFSC
  • · Celso Oliveira, Presidente da Associação Brasileira das Industrias de Biomassa e Energia Renovável – ABIB
  • · Alfred Szwarc, ÚNICA – União das Indústrias de Cana de Açúcar
  • · Isabelle de Loys, Arquiteta e Pesquisadora do IVIG – Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais
  • · Maria Paula Martins, Coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços
  • · João Gouveia Ferrão, Diretor de Operações da Supervia
  • · Gerson Sampaio – Diretor da TEKNERGIA
  • · Engenheiro Marcelo Miguel, Coordenador brasileiro da Comissão Interna de Conservação de Energia (Cice) ITAIPU
  • · Célio Bernamann – USP
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