ENERGIA NUCLEAR BUSCA NOVO MODELO PARA CRESCER NO BRASIL

  1. Informativo_Energia Nuclear 2014
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Tecnologia, segurança e prevenção de riscos nas usinas voltam a debate em seminário no Rio
 Por Carlos Emmiliano Eleutério*
“Passados dois anos e meio do acidente de Fukushima, é cada vez mais claro que o uso da energia nuclear vai continuar a crescer em todo o mundo nas próximas décadas”. Esta opinião, unânime entre os especialistas do setor, foi publicada na última edição do “Panorama da Energia Nuclear” editado pela Gerência de Planejamento Estratégico da Eletrobrás Eletronuclear. Segundo o estudo, apenas o Japão e a Alemanha reduziram a geração elétrica por fonte nuclear. China, Índia, Coréia do Sul e Rússia continuam liderando a geração deste tipo de energia.
Esta conjuntura favorável a novos investimentos no setor nuclear vai dar, este ano, um dinamismo diferente aos debates do 5º Seminário Internacional de Energia Nuclear, que a Planeja & Informa realiza anualmente em parceria com a Eletrobrás Eletronuclear e outras empresas do segmento, para debater novas tecnologias para o desenvolvimento das atividades nucleares no Brasil e no mundo, além de soluções para melhorar a segurança das usinas. O Seminário acontecerá nos dias 14 e 15 de maio, no Centro Empresarial Rio, no Rio de Janeiro.
Perspectivas
Mesmo após o acidente de Fukushima, muitos países consideram a ampliação internacional da energia nuclear uma opção à mudança climática e uma alternativa às oscilações de preços de produtos energéticos, além de ser uma proteção à incerteza de suprimento de combustíveis fósseis. Pelo menos 65 países que não possuem tecnologia nuclear já expressaram seu interesse na construção de reatores ou no desenvolvimento de uma indústria nesse sentido junto à Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA). Por sua vez, as potencias em expansão querem multiplicar as usinas em seu território.
Segundo o “Panorama da Energia Nuclear”, as principais barreiras à expansão nuclear são a segurança das usinas, a disposição dos rejeitos radioativos e a proliferação de armas nucleares, além do custo de construção e manutenção e a dificuldade de fornecimento para os grandes componentes nucleares. Um outro fator fica mais evidente para o sucesso da tecnologia nuclear é o indispensável suporte da sociedade, através de uma comunicação adequada, precisa e oportuna, de forma a dar mais confiança à população, principalmente às pessoas que possam vir a ser afetadas pelas operações das empresas nucleares.
O acidente de Fukushima se tornou um divisor de águas para a indústria nuclear. Deixa um legado valioso de lições para melhorar a segurança das usinas mundo afora. As soluções decorrentes dessa experiência exigirão milhões em investimento, mas certamente trarão novas tecnologias, empregos e muito mais segurança, para antigos e novos projetos.  Esse debate não pode ser adiado e também estará no foco das discussões do 5º Seminário Internacional de Energia Nuclear.
Investimentos
O mundo precisa repensar também as formas de financiar o desenvolvimento nuclear, já que o acidente de Fukushima fez desaparecer do mercado internacional as fontes tradicionais de recursos, e o financiamento da expansão do setor não pode ficar restrita a fontes de governo. O Brasil tem em seus planos de expansão da matriz elétrica a construção de quatro a oito usinas nucleares até 2030. Novos sítios e tipos de reatores já estão em estudo no País e deverão ser anunciados em breve.
Tomada como base Angra 3, que terá capacidade para gerar 1.405 MW e tem orçamento total estimado em cerca de R$ 13,93 bilhões, os investimentos em quatro novas usinas beiram R$ 56 bilhões. Se houver opção e recursos para oito usinas, esse orçamento dobra para 112 bilhões. Para Angra 3, a expectativa é que a usina comece a produzir energia elétrica em maio de 2018. Quando entrar em operação comercial, a nova unidade será capaz de gerar mais de 10 milhões de MWh por ano, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período, afirma a Eletronuclear. O desafio é buscar modelos que possam reduzi custos e agilizar a construção e operação dos novos reatores.
Uma opção que amadurece rapidamente dentro do governo brasileiro é o ingresso do capital privado na geração de energia nuclear no Brasil, e as autoridades do Ministério das Minas e Energia já dão sinais de que isso está bem próximo da realidade. Reconhece, inclusive, que sem investimentos da indústria os projetos posteriores a Angra 3 podem não existir.
A falta de mão de obra especializada é outro desafio para o setor. Atualmente, 150 mil pessoas trabalham no segmento nuclear, mas destas 38% estarão aposentadas em cinco anos. A reposição deste contingente altamente especializado requer políticas próprias de cada país, com a criação de cursos universitários que só atrairão alunos se houver perspectivas de emprego futuro.
Sien 2014
Todas essas questões precisam ser discutidas com o setor nuclear e com a sociedade, cadeia industrial, Academia, associações profissionais e empresariais, governo etc. O Seminário Internacional de Energia Nuclear tem sido um importante espaço para esse debate e vai trazer essas e outras questões em sua agenda de 2014, reunindo todos os segmentos do setor nuclear, além de promover a difusão de novas tecnologias e soluções voltadas à segurança das usinas nucleares, bem como os diversos usos da radiação para fins pacíficos.
O evento vai reunir empresas de energia nuclear do Brasil e do exterior; lideranças empresariais; empresas de engenharia industrial, construção e serviço; empresas de projetos e desenvolvimento tecnológico; fornecedores de equipamentos e materiais para engenharia elétrica; empresas e órgãos governamentais; gestores públicos e privados; técnicos e executivos do setor de energia; concessionárias de energia; além de entidades de classe de engenharia, universidades, institutos de pesquisa etc.
Principais temas em debate
  • Novos modelos para construção e gestão de usinas
  • Um novo papel para o setor privado
  • Novos modelos e tecnologias de reatores
  • Modelo Internacional de Licenciamento de Usinas
  • Prevenção de riscos e desastres naturais
  • Segurança – Os avanços pelo mundo com as Lições de Fukushima
  • O desafio do tratamento d0 lixo radioativo
  • Reator Multipropósito Brasileiro – Aposta na auto-suficiência em Radiofarmacos
Baixe aqui o formulário de inscrição, preencha e envie para inscricao.planeja@gmail.com
Para mais informações ligue 21 2262-9401
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