Energia nuclear deverá ser a opção para reduzir dependência das térmicas

Perspectiva de dinamização da geração nuclear no PNE 2050 para diversificar a matriz elétrica anima o setor. Assunto está no centro da pauta do VI SIEN

 

Considerada como fonte imprescindível em uma matriz elétrica diversificada, sustentável e eficiente, a energia nuclear deverá ganhar prioridade novamente no Plano Nacional de Energia 2050, que o governo federal deverá anunciar ainda em 2014 ou no máximo no início de 2015.

O Ministério das Minas e Energia (MME) prevê que o potencial hidrelétrico brasileiro estará esgotado no quinquênio de 2025 a 2030 e, diante disso, o governo está revisando o PNE 2015. A expectativa é que este plano traga a tão aguardada definição com relação à instalação de quatro novas usinas nucleares no Brasil para complementar a geração elétrica, reforçada por este cenário de esgotamento do aproveitamento hídrico.

O assunto vai nortear as discussões do VI Seminário Internacional de Energia Nuclear (VI SIEN), marcado para os dias 06 e 07 maio de 2015, no Rio de Janeiro, com a presença de empresas brasileiras e internacionais, autoridades do governo, agencias internacionais, técnicos e gestores da cadeia industrial do setor, Academia, associações profissionais e empresariais. Promovido pela Planeja & Informa Comunicação e Marketing e Casa Viva Eventos com apoio das entidades de classe e empresas do setor, o VI SIEN traz em sua programação painéis e palestras sobre os desafios para o desenvolvimento do setor e novas tecnologias e soluções voltadas à segurança das usinas nucleares, bem como os diversos usos da radiação para fins pacíficos.

 

Energia limpa e segura

O Brasil vem recorrendo sistematicamente a fontes térmicas como carvão, gás, óleo diesel e combustível desde 2012 para complementar sua oferta de energia elétrica. Em um cenário de chuvas irregulares e rápido esvaziamento dos reservatórios, as termelétricas já respondem por quase 30% da energia do país, e a tendência é que essa participação aumente cada vez mais, principalmente a partir de 2025, segundo análise da última edição da Revista Brasil Nuclear, editada pela ABEN.

“O uso continuado das térmicas indica a existência de uma crise estrutural do setor elétrico, cuja capacidade de geração não consegue suportar o aumento do consumo. Se não solucionada, a situação pode comprometer o crescimento econômico, que exige oferta crescente de energia. Sua gravidade, portanto, impõe a reestruturação da matriz elétrica, com o investimento em outras fontes térmicas de base, que gerem energia ininterruptamente, para garantir a segurança do abastecimento e possibilitar a expansão da oferta”, acrescenta a publicação especializada.

Neste cenário, a geração nuclear ganha papel cada vez mais importante em uma matriz elétrica diversificada, sustentável e eficiente, agregando vantagens como “competitividade, estabilidade, disponibilidade e a garantia de suprimento de combustível, oferecida pela posse da 6ª maior reserva mundial de urânio, com potencial energético comparável ao pré-sal”, diz a ABEN.

O tempo, contudo, é exíguo para que as novas centrais nucleares possam efetivamente reforçar a base da matriz elétrica a partir de 2025, exigindo uma rápida tomada de decisão, principalmente se considerarmos a necessidade de definição do local e a conclusão das etapas de projeto, licenciamento e construção e comissionamento da planta. A necessidade é premente, mas o futuro da energia nuclear depende, por sua vez, de uma estruturação estratégica do setor, de maneira a integrar todas as empresas da área em torno desse objetivo.

A necessidade da expansão nuclear é hoje um consenso em praticamente todo o mundo. Barreiras como a segurança das usinas e a disposição dos rejeitos radioativos vêm sendo vencidas e são alvo de estudos e novas tecnologias em várias partes do mundo.

O ingresso do capital privado na geração e operação de usinas pode ser a solução para outra barreira no Brasil, criada pela falta de recursos internacionais – uma opção que amadurece rapidamente. Outras precisam ser enfrentadas, como a falta de mão de obra especializada, por exemplo.

Todas essas questões precisam ser discutidas de forma permanente com o setor nuclear e com a sociedade. É fundamental a participação das empresas públicas e privadas ligadas à cadeia da indústria nuclear, que podem patrocinar e marcar sua presença ativa no VI SIEN.

SIEN 2015

O Seminário Internacional de Energia Nuclear tem sido um importante espaço para o debate sobre o Programa Nuclear Brasileiro, as novas tecnologias em desenvolvimento no mundo e, principalmente, requisitos de segurança que se tornaram ainda mais rigorosos após o acidente de Fukushima, no Japão. Nesta sexta versão, a agenda vai trazer essas e outras questões, reunindo todos os segmentos do setor nuclear, além de promover a difusão de novas tecnologias e soluções voltadas à construção e operação de usinas nucleares, bem como os diversos usos da radiação para fins pacíficos.

O evento reúne empresas de energia nuclear do Brasil e do exterior; lideranças empresariais; empresas de engenharia industrial, construção e serviço; empresas de projetos e desenvolvimento tecnológico; fornecedores de equipamentos e materiais para engenharia elétrica; empresas e órgãos governamentais; gestores públicos e privados; técnicos e executivos do setor de energia; concessionárias de energia; além de entidades de classe de engenharia, universidades, institutos de pesquisa etc.

A exemplo da 5ª edição realizada este ano, a expectativa é que as principais empresas nacionais e internacionais do setor nuclear, como ELETRONUCLEAR, AMAZUL, INB, AREVA, MITSUBISHI, ATMEA, WESTINGHOUSE, ROSATOM e outras confirmem mais uma vez sua participação ativa no evento e possam compartilhar sua experiência. O IV SIEN conta com apoio das principais entidades técnicas e profissionais da área nuclear.

Empresas de projetos e tecnologia, fabricantes de materiais e equipamentos e prestadores de serviços interessados em apresentar soluções e tecnologias para o setor através de palestras ou divulgar sua marca e produtos através de patrocínio podem entrar em contato com a área comercial da Planeja & Informa Comunicação e Marketing, através do telefone (21) 2244-6211.

 

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo email inscricao.planeja@gmail.com, além dos telefones (21) 2262-9401 / 2215-2245. Mais informações no Blog https://planejabrasil.wordpress.com/. Estudantes tem 50% de desconto na inscrição.

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