Construção de usinas nucleares pelo setor privado nos planos do Governo

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Informação dada pelo Assessor técnico da Diretoria de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear. Assunto será debatido no VI SIEN

O governo federal estuda dar autorização para que empresas privadas possam investir na construção de usinas nucleares no Brasil, mantendo a operação sob controle estatal. A informação foi dada pelo assessor técnico da diretoria de planejamento, gestão e meio ambiente da Eletronuclear, Roberto Travassos, e divulgada pela Agência de Notícias Reuters e pelo Site Uol.
“Estamos avaliando a participação do setor privado nos investimentos e essa é uma tendência bastante possível”, afirmou ele ao lembrar que por força de lei a estatal teria que ser obrigatoriamente a operadora das novas centrais.
O Plano Nacional de Energia (PNE) 2030 prevê mais quatro usinas nucleares no país, mas o Ministério de Minas e Energia já fala em oito centrais novas no Brasil. “Trabalhamos com essa perspectiva para a expansão nuclear”, disse Travassos.
A Eletronuclear tem 40 áreas pré-selecionadas para receber as novas plantas e aguarda o sinal verde do governo federal para avançar no plano.
O PNE previa que as primeiras centrais poderiam ser erguidas no Nordeste, mas de acordo com Travassos estudos internos apontam um melhor aproveitamento na região Sudeste.
“O nosso planejamento é ter ao menos quatro usinas nucleares num mesmo local. Com isso, se ganha em escala, gerenciamento, tem menor custo de construção e outras vantagens”, adicionou ele durante evento promovido pela FGV Energia.
Além das duas centrais atômicas em Angra dos Reis, o país está construindo uma terceira usina, com previsão de conclusão da obra em dezembro de 2018.
Tema em debate no SIEN
A participação da iniciativa privada no setor nuclear tem sido tema recorrente no Seminário Internacional de Energia Nuclear (VI SIEN) e já está na pauta de debates desta sexta edição, nos dias 17 e 18 de junho próximo, no Centro de Convenções BVRJ, no Rio de Janeiro.
O objetivo do Seminário é mobilizar todo o setor nuclear – cadeia industrial, empresas operadoras (públicas e privadas), Academia, associações profissionais e empresariais, governo etc. – para debater questões como a Política Nuclear, fontes de recursos, mão de obra especializada, segurança nuclear, novas tecnologias e outros temas pertinentes.
Nesta sexta edição, o SIEN prevê também a realização do 1º Encontro de Tecnologia em Engenharia Nuclear para Fins Pacíficos (1º ETEN), em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), e da 1ª Expo Nuclear, que vai reunir empresas públicas e privadas, fabricantes de equipamentos, desenvolvedores de tecnologia, empresas de engenharia e projetos, prestadores de serviços, agentes financeiros, associações de classe técnicas e profissionais, órgãos de pesquisa e governo, com o objetivo de dinamizar e expor soluções, tecnologias, serviços e equipamentos dentro da cadeia nuclear.

 

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