Em seu 3º ano, Seminário Nacional de Energia Nuclear discute segurança e tecnologia*

(Entrevista publicada no site Petronotícias*)

Começa amanhã, o 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear, que contará com a presença de técnicos e diretores da ELETRONUCLEAR e da Comissão de Energia Nuclear (CNEN), além de outras instituições e empresas do ramo. Durante o evento serão discutidas as tecnologias e novas medidas voltadas para a segurança nuclear das usinas de geração de energia. Após o acidente ocorrido em Fukushima, no Japão, a Eletronuclear programou um investimento de R$ 300 milhões em um programa de reavaliação das usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O diretor da Planeja & Informa Comunicação e Marketing, Carlos Emiliano Eleutério, está organizando o evento e conversou com o repórter Estephano Sant’Anna sobre a ideia do evento.

Como o Seminário iniciou e de quem veio a iniciativa?

A iniciativa veio da Planeja & Informa Comunicação e Marketing que já atua há muito tempo nessa área ligada, principalmente à energia nuclear. Logo que foi retomado o projeto das usinas nuclear, com a retomada de Angra 3 que ficou paralisada por mais de 20 anos, decidimos nos reunir para originar o Seminário, que já se encontra na terceira edição.

Quando foi anunciada a retomada do Programa Nuclear Brasileiro, nós éramos responsáveis pela produção e edição da publicação da Revista do Clube da Engenharia, na gestão do Presidente Heloy Moreira. A Revista fez uma edição especial sobre o programa nuclear brasileiro que trouxe à tona uma série de dúvidas sobre ações, contratos, etc. Queríamos esclarecer isso tudo. A edição foi muito bem recebida e partir daí pensamos: ‘Por que não promover um debate para esclarecer essas dúvidas reunindo os atores da área nuclear’?

Quem participa do evento?

Assim que decidimos promover o debate, pensamos que deveria haver convidados especiais da área. Hoje, contamos com vários representantes da cadeia nuclear brasileira, empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas para discutir investimentos, demanda de mercado, entre outros.

Pode falar um pouco sobre o cronograma?

Quem abrirá o evento será o Leonam dos Santos Guimarães, representando a Presidência da Eletronuclear e Angelo Fernando Padilha, Presidente da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Leonam trará uma palestra muito esperada entitulada “As lições de Fukushima”, depois de Ivan Pedro Salati de Almeida que apresentará o cenário mundial depois desses desastres. Teremos diversos painéis com palestrantes renomados para discutir o mapeamento das área de risco, o licenciamento ambiental, as tecnologias para garantir mais segurança, etc.

Como surgiu a proposta para falar de Segurança e Tecnologia Nuclear?

Na verdade, tudo aconteceu depois do acidente de Fukushima. Depois que a tsunami comprometeu a segurança daquelas usinas, o mundo inteiro passou a discutir isso, até mesmo para saber de que forma poderiam garantir as usinas prevendo qualquer catástrofe. Apesar de terrível, o acidente acabou servindo para, de alguma forma, alertar o mundo. A Eletronuclear passou a trabalhar num programa de modernização tecnológica para melhorar a segurança das usinas com um investimento de 300 milhões que serão investidos durante 5 anos com um foco específico.

E quanto à mão-de-obra especializada para esse tipo de segurança?

Essa também é uma preocupação da indústria em geral. A indústria precisa de formação de mão-de-obra qualificada e voltada para essa questão… que possa evoluir para garantir a segurança. Essa é uma das nossas pautas para o debate.

Qual a expectativa da Planeja para o evento que começará amanhã?

Estamos muito empolgados. Acredito que a energia nuclear seja fundamental para a matriz energética brasileira. Falar de segurança é imprescindível e, depois de todo o caos em Fukushima, estamos alertados. A energia nuclear é uma energia limpa, mas que exige o máximo de cuidado. Não podemos descuidar da questão da segurança e tecnologia.

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Começa amanhã no Rio o 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear

Fukushima inspira debate sobre segurança e tecnologias para modernizar usinas brasileiras

Com a presença de técnicos e diretores da ELETRONUCLEAR, da Comissão de Energia Nuclear (CNEN) e de empresas do setor privado, começa amanhã (dia 08/02), no auditório da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no centro do Rio (Praça XV, nº 20), o  3º Seminário Nacional de Energia Nuclear, organizado pela Planeja & Informa Comunicação e Marketing em parceria com a ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, que terá como ênfase a discussão em torno da segurança das usinas brasileiras e o modelo escolhido pelo Brasil para Angra 3 e para as novas usinas que serão construídas no País.

O objetivo do evento, que prossegue até o dia 09/02, durante todo o dia, é debater as tecnologias e novas medidas voltadas para a segurança nuclear das usinas de geração de energia, a luz das lições decorrentes do acidente ocorrido em Fukushima, no Japão, que levaram a própria ELETRONUCLEAR a programar investimentos de R$ 300 milhões em um programa de reavaliação das usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Desde o acidente de Fukushima, a estatal para o setor nuclear vem acompanhando as medidas sugeridas por diversos organismos nacionais e internacionais e, com base nas recomendações, está desenvolvendo estudos sobre a aplicabilidade dessas medidas às usinas brasileiras. Isso torna o momento bastante oportuno para que empresas, academia, governo e profissionais mostrem seus avanços e conquistas para tornar a energia nuclear segura, limpa e adequada para assegurar o desenvolvimento.

Já consagrado no calendário nacional do setor, o 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear tem como objetivo reunir representantes da cadeia nuclear brasileira, empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas para discutir investimentos, demanda de mercado, disponibilidade de mão de obra especializada e novas tecnologias para atender ao projeto nuclear brasileiro. Além de debater o modelo brasileiro de usinas termonucleares, questões ligadas à segurança nuclear e o impacto do programa no desenvolvimento da engenharia e da indústria nacional estão na pauta.

O 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear conta com patrocínio da ELETRONUCLEAR, AREVA, GE HITACHI, ENGEVIX, GENPRO ENGENHARIA e WESTINGHOUSE, além de apoio institucional da ABDAN, ABEMI. ABCE e ABECE e apoio de mídia da Petronotícias e Brasil Energia

NOMES JÁ CONFIRMADOS NO EVENTO:

Angelo Fernando Padilha – Presidente da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)

Leonam dos Santos Guimarães – Assistente da Presidência da Eletronuclear

Ivan Pedro Salati de Almeida – Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)

Uwe Stoll – Vice Presidente de Engenharia de Base Instalada da Areva

Bernard Bastide – Diretor da Areva Brasil e América do Sul

Mário Alves -Gerente de Análise de Segurança Nuclear da Eletronuclear

Paulo C. de Rodrigues Vieira – Assessor da Presidência da Eletronuclear

Isidro de la Fuente – Vice Presidente Comercial das Américas – Projetos de Planta Nuclear da GE Hitachi Nuclear Energy International

David Hinds – Líder de Programa de Engenharia de Novas Plantas da GE Hitachi Nuclear Energy International

Rosane Lopes – Socióloga, Comunicadora e Consultora de Comunicação de Risco

Paulo Roberto Werneck de Carvalho – Representante da Eletronuclear Profº Tácio de Campos da PUC-Rio

Moacyr Duarte de Souza Junior – Coordenador do GartaGrupo de Análise de Risco Tecnológico e Ambiental do IVIG (Inst. Virtual Intern. de Mudanças Globais)/COPPE            

Ten. Cel. Paulo Renato – Diretor da Escola de Defesa Civil da Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro

Ricardo Luis Pereira dos Santos – Coordenador de Implantação da Operação de Angra 3 da Eletronuclear

Roberto Cardoso Travassos – Gerente de Planejamento e Orçamento da Eletronuclear

Antonio Jorge Pinto de Almeida – Assistente da Superintendência de Licenciamento e Meio Ambiente da Eletronuclear

William Gomes Nunes – Analista Ambiental da Diretoria de Licenciamento Ambiental do IBAMA

Alexandre Gromann de Araujo Goes Coordenador Geral de Reatores e Ciclo do Combustivel da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)

Leonardo Dalaqua Junior – Gerente de Projetos da Genpro Engenharia

Danilo Stocco – Gerente do Setor de Certificação da ABENDI (Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção)

Edson Kuramoto – Presidente da ABEN (Associação Brasileira de Energia Nuclear)

Ayrton Caubit – Secretário Executivo da ABDAN (Associação Bras. para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares)

Carlos Maurício Lima de Paula Barros – Presidente da ABEMI (Associação Brasileira de Engenharia Industrial)

Ronaldo FabrícioVice-Presidente Executivo da ABDAN (Associação Bras. para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares)

Ed Cummins – Vice-President and Chief Technologist, New Plant Technologies – Westinghouse Electric Company

Alberto Casadei – Managing Director, New Plant Operations Brazil – Westinghouse Electric Company

Uwe Stoll – Vice Presidente de Engenharia de Base Instalada da Areva Representante da Engevix

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Tecnologia e segurança na pauta do 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear no Rio

Dois consórcios ainda estão na disputa para a montagem eletromecânica da Usina de Angra 3. ELETRONUCLEAR estima investimentos da nova fase em R$ 1,93 bilhão

Com a presença de técnicos e diretores da ELETRONUCLEAR e da Comissão de Energia Nuclear (CNEN), será realizado nos próximos dias 8 e 9 de fevereiro, no auditório da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no centro do Rio, o  3º Seminário Nacional de Energia Nuclear, organizado pela Planeja & Informa Comunicação e Marketing, que terá como ênfase a discussão em torno da segurança e do modelo escolhido pelo Brasil para Angra 3 e para as novas usinas que serão construídas no País.

O objetivo do evento é debater as tecnologias e novas medidas voltadas para a segurança nuclear das usinas de geração de energia, a luz das lições decorrentes do acidente ocorrido em Fukushima, no Japão, que levaram a própria ELETRONUCLEAR a programar investimentos de R$ 300 milhões em um programa de reavaliação das usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que será realizado em cinco anos, com foco em quatro bases: reavaliação das bases de projeto para eventos externos; reavaliação de recursos para controle de acidentes, além das bases de projeto; definição de recursos externos adicionais para mitigação de catástrofes naturais; e reavaliação das condições do Plano de Emergência Externo da Central Nuclear.

Desde o acidente de Fukushima, a estatal para o setor nuclear vem acompanhando as medidas sugeridas por diversos organismos nacionais e internacionais e, com base nas recomendações, está desenvolvendo estudos sobre a aplicabilidade dessas medida às usinas brasileiras. Isso torna o momento bastante oportuno para que empresas, academia, governo e profissionais mostrem seus avanços e conquistas para tornar a energia nuclear segura, limpa e adequada para assegurar o desenvolvimento.

Dois consórcios são habilitados para montagem eletromecânica de Angra 3

Até maio de 2012, as empresas vencedoras da licitação do pacote de serviços de montagem eletromecânica para a usina nuclear Angra 3 deverão iniciar as atividades no canteiro de obras. A estimativa é da própria Eletronuclear, que já anunciou que apenas dois consórcios seguem na disputa pelos serviços.

A análise da documentação de habilitação das empresas interessadas na concorrência da montagem eletromecânica da usina nuclear Angra 3 já foi concluída, conforme comunicado publicado no último dia 20, no Diário Oficial da União (DOU). Dos quatro consórcios e uma empresa inscritos, apenas dois grupos permanecem na disputa e foram habilitados para a segunda etapa da licitação, cujo orçamento está estimado em R$ 1,93 bilhão (base de preços de dezembro de 2010).

As licitantes habilitadas na primeira etapa foram os consórcios UNA 3 (formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Camargo Correa e UTC Engenharia) e Angra 3 (formado pelas empresas Queiroz Galvão, EBE e Techint). Já os consórcios Construcap-Orteng e Itaorna (OAS e Sog Óleo e Gás), além da empresa Skanska Brasil, que disputava sozinha, não foram considerados habilitados em nenhum dos pacotes de serviços do edital de pré-qualificação.

Já consagrado no calendário nacional do setor, o 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear tem como objetivo reunir representantes da cadeia nuclear brasileira, empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas para discutir investimentos, demanda de mercado, disponibilidade de mão de obra especializada e novas tecnologias para atender ao projeto nuclear brasileiro. Além de debater o modelo brasileiro de usinas termonucleares, questões ligadas à segurança nuclear e o impacto do programa no desenvolvimento da engenharia e da indústria nacional estão na pauta.

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Eletronuclear vai investir R$ 300 milhões em um programa de melhoria contínua das usinas de Angra

Empresa desenvolve programa de reavaliação envolvendo autoavaliação, melhoria de projetos e de procedimentos de operação e fortalecimento de segurança e confiabilidade

Após o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, devido aos desastres naturais ocorridos na região, está acontecendo uma reavaliação em âmbito mundial dos procedimentos e estruturas de usinas nucleares, considerando a ocorrência de eventos naturais inesperados que possam afetar a sua atividade normal e ameaçar sua segurança.

Em reportagem publicada na última edição da revista Empresas Eletrobras, a Eletronuclear anunciou que vai investir R$ 300 milhões em um programa de reavaliação das usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, que será realizado em cinco anos, com foco em quatro bases: reavaliação das bases de projeto para eventos externos; reavaliação de recursos para controle de acidentes, além das bases de projeto; definição de recursos externos adicionais para mitigação de catástrofes naturais; e reavaliação das condições do Plano de Emergência Externo da Central Nuclear.

Desde o acidente de Fukushima, a estatal para o setor nuclear vem acompanhando as medidas sugeridas por diversos organismos nacionais e internacionais e, com base nas recomendações, está desenvolvendo estudos sobre a aplicabilidade dessas medida às usinas brasileiras. O assunto vai ser tema do 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear que acontece nos próximos dias 8 e 9 de fevereiro, no Auditório da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, no centro da cidade.

Prioridade na segurança

Apesar de a empresa já realizar um monitoramento contínuo, haverá a contratação de uma instituição independente para reavaliar o trabalho de contenção das encostas no entorno da Central Nuclear de Angra dos Reis. Além disso, o projeto das usinas também será reavaliado no que concerne a riscos da natureza, como abalos sismológicos, inundações por efeito de chuva, movimentos de mar e a influência de tornados.

Há também o destaque para a mitigação de acidentes severos, dotando as usinas de recursos para controlar acidentes, realizando o desligamento seguro do reator. Há estudos para a implantação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) na região de Angra, dedicada à alimentação elétrica das usinas no caso de perda total de todos os 12 diesel-geradores já existentes – o que seria um tanto improvável, mas que acabou ocorrendo em Fukushima devido aos eventos naturais. Este projeto ainda está em estudo e não entra no orçamento de R$300 milhões.

O Plano de Emergência também será reavaliado, com a possibilidade de utilização de meios alternativos de evacuação, por mar e por ar. Há estudos para a construção de quatro cais marítimos e diversas quadras poliesportivas que possam ser utilizadas como heliportos.

As lições de Fukushima

A Eletrobras Eletronuclear está entre as patrocinadoras do 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear, que tem como foco principal o debate sobre as usinas brasileiras e o modelo que será escolhido pelo Brasil para as quatro usinas programadas para serem construídas até 2030, dentro da matriz energética, além da necessidade de prevenção de acidentes e da gestão de riscos.

O evento se realiza em um momento bastante oportuno para que empresas, academia, governo e profissionais discutam os avanços e novas tecnologias que possam tornar a energia nuclear mais segura, limpa e adequada no Brasil, de maneira a complementar a demanda energética que o país precisa em sua matriz energética para assegurar seu desenvolvimento. E cresce ainda mais de importância no momento em que alguns países do mundo estão revendo os atuais modelos tecnológicos de geração.

O evento vai reunir técnicos e executivos do setor nuclear e de empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas, universidades e institutos de pesquisas e entidades do setor para discutir investimentos, demanda de mercado, disponibilidade de mão de obra especializada e novas tecnologias para atender o projeto nuclear brasileiro e sua importância como forte alavanca ao crescimento brasileiro e à competitividade da indústria e da engenharia do País.

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Westinghouse debate novas tecnologias para usinas nucleares

Com 125 anos de atuação, empresa vai apresentar sua tecnologia de reatores AP1000 para usinas durante painel no 3o Seminário Nacional de Energia Nuclear no Rio. Proposta é comparar a performance do reator em acontecimentos similares aos de Fukushima.

O Vice-Presidente e Chief Technologist, Novas Usinas da Westinghouse Electric Company, Ed Cummins, e o Diretor Geral, Novas Usinas – Brasil, Alberto Casadei, confirmaram sua participação no 3o Seminário Nacional de Energia Nuclear, que acontecerá no Rio de Janeiro, nos dias 8 e 9 de Fevereiro.

Durante o painel sobre “Equipamentos e Tecnologias Avançadas para o Setor Nuclear, Cummins vai falar sobre “AP1000 Sistemas Passivos de Seguranca e Método de Construção – Desempenho Econômico e de Segurança Superior” – uma tecnologia avançada de reatores desenvolvida pela Westinghouse. A apresentação revisitará os conceitos envolvidos em Sistemas Passivos de Segurança incluídos no AP1000 e a construção modular que, segundo ele, leva a mais economia e performance segura. Além disso, vai comparar a performance do reator em acontecimentos similares aos de Fukushima.

No mesmo painel, Alberto Casadei abordará o tema “Projetos do AP1000 Westinghouse no Mundo”. Na apresentação, ele pretende resumir a situação atual de construções de reatores nucleares pelo mundo e um resumo dos sistemas passivos e construção do AP1000. Além disso, apresentará um panorama dos projetos de construção de AP1000 em andamento nos EUA e China.

Ed Cummins possui Bacharelado pela Academia Naval americana, Mestrado em Engenharia Aplicada pela Universidade da Califórnia, Davis, Livermore e MBA pela Universidade Duquesne. Em seus 35 anos de carreira na Westinghouse, o Vice-Presidente passou por diversas funções ligadas à gerência de projetos, engenharia industrial e projetos de novas usinas. Antes de ingressar na Westinghouse em 1976, Ed serviu por sete anos na Marinha americana com funções em engenharia e operações em dois submarinos nucleares. Ele atuou em variadas posições de gerência de projeto e programação do AP600 e agora do desenvolvimento e licenciamento do AP1000. Atualmente, ele é responsável por tecnologias de usina passivas na Westinghouse e também coordena as atividades de projeto para o Reator Modular de Pequeno Porte da Westinghhouse.

Alberto Casadei possui Bacharelado em Engenharia Mecânica pelo ITA, Mestrado em Engenharia Nuclear pela USP, PhD em Engenharia Nuclear pelo Rensselaer Polytechnic Institute e MBA pela Universidade de Pittsburgh. Com mais de 30 anos de experiência na indústria nuclear e na área de combustível nuclear da Westinghouse, atuou em variados cargos de gerência. Mais recentemente, foi Diretor Global de Produto Combustível PWR da Westinghouse, sendo responsável pela direção de desenvolvimento de produtos e comercialização. Em sua atual posição, é responsável pela coordenação local de atividades da WEC em novos projetos de centrais no Brasil.

Há mais de 125 anos no mercado, a Westinghouse Electric Company começou a operar em 1886, quando George Westinghouse estabeleceu a Corrente Alternada, o padrão para transmissão elétrica de longa distância que prevalece até os dias de hoje. Atualmente, a Westinghouse, empresa do grupo da Toshiba Corporation, é líder mundial em energia nuclear e líder no fornecimento de produtos para usinas nucleares e tecnologias para serviços por todo o mundo. Depois de fornecer o primeiro reator de água pressurizada do mundo em 1957, em Shippingport, Pennsylvania, a tecnologia da Westinghouse tornou-se a base para aproximadamente metade das usinas nucleares em operação no mundo.

O 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear vai reunir técnicos e executivos do setor nuclear e de empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas, universidades e institutos de pesquisas e entidades do setor para discutir investimentos, demanda de mercado, disponibilidade de mão de obra especializada e novas tecnologias para atender o projeto nuclear brasileiro.

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Tecnologia Nuclear da GEH é capaz de arrefecer reator durante extremos desafios ambientais

Segundo Isidro de la Fuente, Vice-Presidente Comercial das Américas – Projetos de plantas nucleares da GEH, o futuro da energia nuclear civil tem sido desafiado pelos recentes desastres naturais, particularmente pelo terremoto e tsunami ocorridos no Japão. O jeito indicado pela nossa indústria para atender às atuais demandas do mercado é de incorporar lições aprendidas com esses eventos para operar usinas pelo mundo, junto a novos projetos seguros e simples com custos previsíveis.

“Uma fórmula vencedora deve incluir o seguinte: (a) a entrega de sistemas de segurança mais simples, ao mesmo tempo reduzindo os riscos de danos em partes essenciais da planta a níveis baixos incomparáveis, (b) a eliminação dos custos imprevistos excedentes, de forma a incentivar o aumento da credibilidade com relação a tempo e custos da construção de uma nova usina, e (c) a utilização da tecnologia mais segura disponível como garantia contra eventos ambientais imprevistos. Nesta apresentação, vamos debater as principais tecnologias nucleares da GE Hitachi Nuclear Energy: o Advanced Boiling Water Reactor (ABWR), que fornece as mais modernas possibilidades em projeto de sistema de segurança ativo, com comprovado resultado operacional e de construção, e o Economic Simplified Boiling Water Reactor (ESBWR) que incorpora sistemas de segurança passivos, que não necessitam de nenhuma energia elétrica CA para serem acionados e operados, e usam a gravidade e o surgimento natural de vapor para resfriar com segurança o reator”, acrescenta de la Fuente.

De acordo com o executivo, o sistema de segurança do ESBWR permite mais de sete dias de resfriamento do reator sem qualquer ação de operador ou uso de qualquer energia no local da planta, ou fora do local da planta, permitindo que a unidade consiga resistir aos intensos impactos dos desastres da natureza, mesmo sob um cenário de extenso ”Station Blackout” (total ausência de serviço elétrico).

O 3º Seminário Nacional de Energia Nuclear vai reunir técnicos e executivos do setor nuclear e de empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas, universidades e institutos de pesquisas e entidades do setor para discutir investimentos, demanda de mercado, disponibilidade de mão de obra especializada e novas tecnologias para atender o projeto nuclear brasileiro.

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Evento vai debater segurança da energia nuclear no Brasil

*Entrevista publicada no site Petronotícias

Nos dias 8 e 9 de fevereiro o Rio de Janeiro será palco do 3° Seminário Nacional de Energia Nuclear, que ocorrerá no Centro Empresarial Rio, em Botafogo. Oevento traz este ano novidades do setor, com ênfase na área de segurança, sob os olhares atentos dos que viram o acidente de Fukushima, no Japão, gerar questionamentos sobre a energia atômica. O próprio subtítulo da conferência traz esse tema para o centro das discussões: “Programa Nuclear Brasileiro – As Lições de Fukushima”. O idealizador do evento, Carlos Emmiliano Eleutério, conversou com o repórter Daniel Fraiha e falou sobre a importância do debate.

Quais serão os principais temas tratados no evento em relação à energia nuclear?

Além de temas envolvendo a indústria de máquinas e equipamentos, a construção e montagem industrial, novas tecnologias, mão de obra etc., vamos dar destaque a um tema cuja discussão tomou conta do mundo, após o terremoto e a tsunami que devastaram algumas cidades do Japão: a segurança das usinas nucleares. Esta tem sido uma preocupação em todo mundo, pois o fenômeno natural que atingiu o Japão comprometeu a segurança das Usinas de Fukushima. Diante desse grave acidente, algumas perguntas surgiram de imediato com relação às usinas nucleares: Qual a melhor tecnologia nessa área? Quais as soluções de segurança adotadas em outros países? Qual a importância do desenvolvimento tecnológico nesse setor para o Brasil? As nossas usinas em operação são seguras? Nossa idéia é fomentar essas questões e usar o gancho nuclear para levantar o debate sobre segurança em todos os segmentos da indústria de energia.

Quais são as lições de Fukushima?

Qualquer acidente nuclear, em si, é um problema preocupante. Independente da gravidade, sempre deixa a população apreensiva no mundo todo, e os questionamentos sobre a adequação e segurança desse modelo de geração ganham rapidamente a mídia. Assim, uma energia que é uma fonte limpa, uma alternativa à energia de combustíveis fósseis e que possui um grau de eficiência energética muito maior do que a maioria das outras fontes pode se transformar numa vilã. O caso de Fukushima é bem diferente de Tchernobil, onde o problema ocorreu por falhas de segurança da usina. No Japão o acidente surgiu de fenômenos naturais (um terremoto seguido de uma tsunami), e o sistema de segurança, que controla a parte mais delicada da usina, funcionou perfeitamente, evitando a reação em cadeia. Os problemas ocorridos foram devidos a falhas no sistema de refrigeração, que deveria permitir a troca de calor e não funcionou, permitindo o aumento da temperatura, que transformou a usina numa panela de pressão. Mas uma das lições é exatamente que essas usinas são muito mais seguras do que nós mesmos achávamos, pois apesar da gravidade dos fenômenos naturais se conseguiu manter um controle bem razoável da situação. Além disso, a energia nuclear não é mais uma alternativa, é uma necessidade.

A energia nuclear continua sendo uma alternativa interessante para o Brasil? Por quê?

A maioria dos especialistas acredita que, apesar de Fukushima, a energia nuclear responderá por uma fatia considerável da geração energética mundial no futuro. Isso acontecerá porque, do ponto de vista econômico e de sustentabilidade, as outras fontes energéticas são insuficientes, especialmente os combustíveis fósseis, devido às emissões de dióxido de carbono. Um estudo elaborado para a Eletronuclear pela Ecen Consultoria apontou que a participação de 7,3 gigawatts (GW) de energia nuclear na geração do Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2030 reduzirá as emissões de gases poluentes na atmosfera em 19%. Isso corresponde a 437 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que deixarão de ser lançados na atmosfera. De acordo com o levantamento, pode-se considerar que dentre os ciclos de combustível analisados do petróleo, do gás natural, do carvão mineral e da produção de bagaço da cana, a energia nuclear ainda é a mais limpa e a que emite menos gases poluentes.

Qual a importância de Angra 3 e dos projetos seguintes para o país?

O Brasil está crescendo e caminha para ser a quarta economia do mundo. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia no Brasil vai crescer 3,7% ao ano até 2030. Hoje, a energia nuclear, segundo e Eletronuclear, responde por 2,5% da energia elétrica no Brasil. Até 2030, a previsão é de que o percentual chegará a 5%. O plano é construir duas usinas no Nordeste e duas no Sudeste, cada uma com capacidade instalada de mil megawatts cada (Angra 1 e 2, juntas, têm capacidade instalada de quase 2 mil MW). Conforme a demanda, outras duas do mesmo tamanho poderão ser construídas. O cronograma prevê que a primeira usina entre em operação em 2019, no Nordeste, e a quarta em 2025, no Sudeste. Assim, a construção da primeira deve ser iniciada já no fim de 2012 ou no início de 2013, segundo a Eletronuclear.

Quem serão as empresas e entidades participantes do evento? Elas apresentarão alguma novidade ao setor?

Estamos mobilizando para o evento toda a cadeia da indústria nuclear no Brasil, envolvendo fornecedores de equipamentos e serviços, além de várias empresas estrangeiras que operam no mundo todo, especialmente na área tecnológica. Já confirmaram participação, por exemplo, a Westinghouse e a GE Hitachi Nuclear Energy International. Estamos convidando várias outras, como a Areva Brasil, Nuclep, INB e outros parceiros que participaram das edições anteriores do Seminário, como a WorleyParsons, CNEC, Engevix, Genpro, Queiroz Galvão, entre outras. Das entidades representativas do setor, tanto profissionais, técnicas e empresariais, esperamos contar com o apoio e a participação de todas, a exemplo do que ocorreu na segunda versão do evento.  Nossa expectativa é que essas empresas tragam novidades e soluções na área nuclear, principalmente na prevenção de acidentes. A GE, por exemplo, participa do painel que discute os modelos das usinas de Fukushima e a diferença em relação às nossas usinas, e deve apresentar uma solução nessa área de refrigeração.

Como surgiu o evento?

A idéia de realizar o Seminário Nacional de Energia Nuclear surgiu logo após o governo anunciar a retomada do Programa Nuclear Brasileiro, que ficou paralisado desde 1986. Em 2007, o Conselho Nacional de Política Energética determinou a retomada das obras de construção da nossa terceira usina – Angra 3 – e com isso um mercado potencialmente forte para as empresas brasileiras e estrangeiras, que estava estagnado há anos, rapidamente voltou a se mexer. E era normal, naquela ocasião, que muitas dúvidas surgissem por parte das empresas, pois o programa ficou suspenso por mais de 20 anos. Os primeiros equipamentos adquiridos no início do empreendimento estavam cuidadosamente guardados, mas era necessário atualizar o projeto, rever contratos, enfim, uma série de providências. Daí surgiu a idéia de reunir em um evento os técnicos da Eletronuclear para falar de suas novas necessidades, as empresas de equipamentos e serviços para mostrarem suas atualizações tecnológicas e capacidade de fornecimento, especialistas e academia para tratar a questão da mão de obra etc.

Quais são as expectativas das empresas em relação ao futuro da energia nuclear no Brasil?

Os investimentos envolvidos na construção de usinas nucleares são imensos. Somente Angra 3 demandará em torno de R$ 10 bilhões, sendo que cerca de 75% desses gastos serão efetuados no Brasil. Além dos recursos do BNDES, a empresa receberá R$ 890 milhões da Eletrobrás, oriundos do fundo da Reserva Global de Reversão (RGR). Desse montante, já foram liberados R$ 366 milhões (41,1% do total) em duas parcelas, pagas em janeiro e agosto de 2011. Já a cobertura dos serviços de engenharia e das aquisições de equipamentos no mercado externo – cerca de 1,3 bilhão de euros – será feita através de financiamento internacional. Repare que estamos falando apenas de Angra 3.  As novas usinas demandarão outros R$ 40 bilhões, tomando por base as estimativas da própria Eletronuclear de R$ 10 bilhões para cada uma delas. O percentual de conteúdo nacional de 75% dos empreendimentos representa para as empresas brasileiras um aporte de R$ 30 bilhões em encomendas. Além disso, esses empreendimentos mexem com toda a economia local, regional e nacional, com efeito na renda das cidades e nos investimentos na infraestrutura das regiões. E agregam conteúdo tecnológico às empresas, além de alavancar o desenvolvimento da indústria e da Engenharia nacionais.