“Free Flow”: passe livre para a mobilidade e a sustentabilidade

Tecnologias aplicadas à gestão das rodovias brasileiras serão debatidas durante o III Seminário Sistemas Inteligentes de Transportes no Rio de Janeiro

Com o rápido avanço tecnológico que vem ocorrendo pelo mundo nos sistemas de gestão de rodovias, as formas de pagamentos de pedágios no Brasil deverão sofrer profundas modificações nos próximos anos. A adoção de sistemas de cobranças eletrônicas como o “free flow” (fluxo livre), que permitem o reconhecimento automático das placas, evitando a parada dos veículos nos boxes de cobrança, certamente vai modernizar a relação das concessionárias com os usuários, dando mais agilidade e mobilidade ao sistema, tanto nas estradas quanto nos centros urbanos.

Os avanços e modelos tecnológicos proporcionados pela solução “free-flow” vão estar no centro dos debates do III SEMINÁRIO SISTEMAS INTELIGENTES DE TRANSPORTES, promovido com este objetivo pela Planeja & Informa Comunicação e Marketing, em parceria com a COPPE/UFRJ e a UERJ. Girando em torno dos temas “Tecnologia, Mobilidade e Sustentabilidade”, o evento acontecerá nos dias 25 e 26 de junho de 2012, no Centro Empresarial Rio. O foco desta terceira edição será apresentado por palestras, painéis e estudos de caso.

Com o Rio de Janeiro se preparando para receber grandes eventos internacionais neste e nos próximos anos,  os Sistemas Inteligentes de Transportes (SITs) representam novos meios de se pensar a mobilidade urbana, unindo recursos de informação e comunicação  telemática e ferramentas de gerenciamento  dos transportes,. A utilização eficiente dessas tecnologias tem gerado resultados satisfatórios em várias partes do mundo, promovendo a redução de congestionamentos e dos tempos de viagem, melhoria na qualidade do ar pela redução da emissão de poluentes, possibilidade da indicação de rotas alternativas, o aprimoramento dos níveis de serviço e aumentado a produtividade, a confiabilidade e a segurança dos sistemas de transporte.

Para se inscrever no III SEMINÁRIO SISTEMAS INTELIGENTES DE TRANSPORTES, basta solicitar o formulário de inscrição pelo e-mail inscricao@planejabrasil.com.br ou ligar para o Atendimento ao Participante nos telefones (21) 2262-9401/ 2244-6211.

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Evento vai debater segurança da energia nuclear no Brasil

*Entrevista publicada no site Petronotícias

Nos dias 8 e 9 de fevereiro o Rio de Janeiro será palco do 3° Seminário Nacional de Energia Nuclear, que ocorrerá no Centro Empresarial Rio, em Botafogo. Oevento traz este ano novidades do setor, com ênfase na área de segurança, sob os olhares atentos dos que viram o acidente de Fukushima, no Japão, gerar questionamentos sobre a energia atômica. O próprio subtítulo da conferência traz esse tema para o centro das discussões: “Programa Nuclear Brasileiro – As Lições de Fukushima”. O idealizador do evento, Carlos Emmiliano Eleutério, conversou com o repórter Daniel Fraiha e falou sobre a importância do debate.

Quais serão os principais temas tratados no evento em relação à energia nuclear?

Além de temas envolvendo a indústria de máquinas e equipamentos, a construção e montagem industrial, novas tecnologias, mão de obra etc., vamos dar destaque a um tema cuja discussão tomou conta do mundo, após o terremoto e a tsunami que devastaram algumas cidades do Japão: a segurança das usinas nucleares. Esta tem sido uma preocupação em todo mundo, pois o fenômeno natural que atingiu o Japão comprometeu a segurança das Usinas de Fukushima. Diante desse grave acidente, algumas perguntas surgiram de imediato com relação às usinas nucleares: Qual a melhor tecnologia nessa área? Quais as soluções de segurança adotadas em outros países? Qual a importância do desenvolvimento tecnológico nesse setor para o Brasil? As nossas usinas em operação são seguras? Nossa idéia é fomentar essas questões e usar o gancho nuclear para levantar o debate sobre segurança em todos os segmentos da indústria de energia.

Quais são as lições de Fukushima?

Qualquer acidente nuclear, em si, é um problema preocupante. Independente da gravidade, sempre deixa a população apreensiva no mundo todo, e os questionamentos sobre a adequação e segurança desse modelo de geração ganham rapidamente a mídia. Assim, uma energia que é uma fonte limpa, uma alternativa à energia de combustíveis fósseis e que possui um grau de eficiência energética muito maior do que a maioria das outras fontes pode se transformar numa vilã. O caso de Fukushima é bem diferente de Tchernobil, onde o problema ocorreu por falhas de segurança da usina. No Japão o acidente surgiu de fenômenos naturais (um terremoto seguido de uma tsunami), e o sistema de segurança, que controla a parte mais delicada da usina, funcionou perfeitamente, evitando a reação em cadeia. Os problemas ocorridos foram devidos a falhas no sistema de refrigeração, que deveria permitir a troca de calor e não funcionou, permitindo o aumento da temperatura, que transformou a usina numa panela de pressão. Mas uma das lições é exatamente que essas usinas são muito mais seguras do que nós mesmos achávamos, pois apesar da gravidade dos fenômenos naturais se conseguiu manter um controle bem razoável da situação. Além disso, a energia nuclear não é mais uma alternativa, é uma necessidade.

A energia nuclear continua sendo uma alternativa interessante para o Brasil? Por quê?

A maioria dos especialistas acredita que, apesar de Fukushima, a energia nuclear responderá por uma fatia considerável da geração energética mundial no futuro. Isso acontecerá porque, do ponto de vista econômico e de sustentabilidade, as outras fontes energéticas são insuficientes, especialmente os combustíveis fósseis, devido às emissões de dióxido de carbono. Um estudo elaborado para a Eletronuclear pela Ecen Consultoria apontou que a participação de 7,3 gigawatts (GW) de energia nuclear na geração do Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2030 reduzirá as emissões de gases poluentes na atmosfera em 19%. Isso corresponde a 437 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que deixarão de ser lançados na atmosfera. De acordo com o levantamento, pode-se considerar que dentre os ciclos de combustível analisados do petróleo, do gás natural, do carvão mineral e da produção de bagaço da cana, a energia nuclear ainda é a mais limpa e a que emite menos gases poluentes.

Qual a importância de Angra 3 e dos projetos seguintes para o país?

O Brasil está crescendo e caminha para ser a quarta economia do mundo. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia no Brasil vai crescer 3,7% ao ano até 2030. Hoje, a energia nuclear, segundo e Eletronuclear, responde por 2,5% da energia elétrica no Brasil. Até 2030, a previsão é de que o percentual chegará a 5%. O plano é construir duas usinas no Nordeste e duas no Sudeste, cada uma com capacidade instalada de mil megawatts cada (Angra 1 e 2, juntas, têm capacidade instalada de quase 2 mil MW). Conforme a demanda, outras duas do mesmo tamanho poderão ser construídas. O cronograma prevê que a primeira usina entre em operação em 2019, no Nordeste, e a quarta em 2025, no Sudeste. Assim, a construção da primeira deve ser iniciada já no fim de 2012 ou no início de 2013, segundo a Eletronuclear.

Quem serão as empresas e entidades participantes do evento? Elas apresentarão alguma novidade ao setor?

Estamos mobilizando para o evento toda a cadeia da indústria nuclear no Brasil, envolvendo fornecedores de equipamentos e serviços, além de várias empresas estrangeiras que operam no mundo todo, especialmente na área tecnológica. Já confirmaram participação, por exemplo, a Westinghouse e a GE Hitachi Nuclear Energy International. Estamos convidando várias outras, como a Areva Brasil, Nuclep, INB e outros parceiros que participaram das edições anteriores do Seminário, como a WorleyParsons, CNEC, Engevix, Genpro, Queiroz Galvão, entre outras. Das entidades representativas do setor, tanto profissionais, técnicas e empresariais, esperamos contar com o apoio e a participação de todas, a exemplo do que ocorreu na segunda versão do evento.  Nossa expectativa é que essas empresas tragam novidades e soluções na área nuclear, principalmente na prevenção de acidentes. A GE, por exemplo, participa do painel que discute os modelos das usinas de Fukushima e a diferença em relação às nossas usinas, e deve apresentar uma solução nessa área de refrigeração.

Como surgiu o evento?

A idéia de realizar o Seminário Nacional de Energia Nuclear surgiu logo após o governo anunciar a retomada do Programa Nuclear Brasileiro, que ficou paralisado desde 1986. Em 2007, o Conselho Nacional de Política Energética determinou a retomada das obras de construção da nossa terceira usina – Angra 3 – e com isso um mercado potencialmente forte para as empresas brasileiras e estrangeiras, que estava estagnado há anos, rapidamente voltou a se mexer. E era normal, naquela ocasião, que muitas dúvidas surgissem por parte das empresas, pois o programa ficou suspenso por mais de 20 anos. Os primeiros equipamentos adquiridos no início do empreendimento estavam cuidadosamente guardados, mas era necessário atualizar o projeto, rever contratos, enfim, uma série de providências. Daí surgiu a idéia de reunir em um evento os técnicos da Eletronuclear para falar de suas novas necessidades, as empresas de equipamentos e serviços para mostrarem suas atualizações tecnológicas e capacidade de fornecimento, especialistas e academia para tratar a questão da mão de obra etc.

Quais são as expectativas das empresas em relação ao futuro da energia nuclear no Brasil?

Os investimentos envolvidos na construção de usinas nucleares são imensos. Somente Angra 3 demandará em torno de R$ 10 bilhões, sendo que cerca de 75% desses gastos serão efetuados no Brasil. Além dos recursos do BNDES, a empresa receberá R$ 890 milhões da Eletrobrás, oriundos do fundo da Reserva Global de Reversão (RGR). Desse montante, já foram liberados R$ 366 milhões (41,1% do total) em duas parcelas, pagas em janeiro e agosto de 2011. Já a cobertura dos serviços de engenharia e das aquisições de equipamentos no mercado externo – cerca de 1,3 bilhão de euros – será feita através de financiamento internacional. Repare que estamos falando apenas de Angra 3.  As novas usinas demandarão outros R$ 40 bilhões, tomando por base as estimativas da própria Eletronuclear de R$ 10 bilhões para cada uma delas. O percentual de conteúdo nacional de 75% dos empreendimentos representa para as empresas brasileiras um aporte de R$ 30 bilhões em encomendas. Além disso, esses empreendimentos mexem com toda a economia local, regional e nacional, com efeito na renda das cidades e nos investimentos na infraestrutura das regiões. E agregam conteúdo tecnológico às empresas, além de alavancar o desenvolvimento da indústria e da Engenharia nacionais.

 

 

Com 7 bilhões de habitantes, lixo é um dos maiores desafios do planeta

Busca de soluções para os resíduos sólidos não pode mais ser adiada. Workshop sobre resíduos debate soluções e tecnologias para a gestão integrada nos municípios 

         A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que o Planeta atingiu um contingente de sete bilhões de pessoas em 2011. Além da necessidade de gerar alimentos, energia, habitação e água potável para toda essa população, o mundo se defronta hoje com um outro desafio, tão grande ou maior: a geração de lixo.

Além do lixo doméstico e dos resíduos provenientes da construção e demolição, a geração de resíduos industriais vem aumentando devido ao crescimento da população e da expansão da atividade industrial. Composto por restos de madeiras, tecidos, couros, metais, produtos químicos, tintas, entre outros, o lixo industrial é um dos mais prejudiciais ao meio ambiente e à saúde da população.

         Cerca de 5,2 milhões de pessoas morrem por ano no mundo, vítimas de doenças transmitidas pelo lixo. Aproximadamente 3 milhões de toneladas de lixo doméstico são gerados por dia no planeta e a previsão é que esta quantidade dobre até 2025. De acordo com dados do CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), o Brasil gera diariamente cerca de 150 mil toneladas de lixo urbano. Deste montante, 76% são depositados em lixões a céu aberto. Ou seja, a cada quatro sacos de lixo, três são destinados de forma incorreta. Apenas 13% vão para aterro controlado, 10% para aterro sanitário e 1% é tratado.

O Brasil acordou para o problema e, hoje, dispõe de uma nova Lei para tratar essa questão. A partir de 2014, os lixões a céu aberto serão proibidos no País. Com essa imposição legal, todos os municípios serão obrigados a separar os resíduos para fazer o descarte ambientalmente correto. Atualmente, o serviço de coleta seletiva está presente em apenas 18% das cidades brasileiras, porque ela ainda não é obrigatória  em nosso País. Nos grandes cidades brasileiras, cada cidadão produz, em média, um quilo de resíduo por dia.

Visando a contribuir para que cada prefeitura possa buscar e analisar a solução mais adequada ao seu município, a Planeja & Informa Comunicação e Marketing idealizou o workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”, que acontece no próximo dia 10 de novembro de 2011, no auditório do Centro Empresarial Rio.  A idéia é promover um amplo debate em torno das soluções já desenvolvidas Brasil afora para atender essas exigências da nova Lei de Resíduos Sólidos.

Novas Tecnologias e soluções para esse novo conceito de gestão serão apresentadas no evento junto a casos de sucesso de cidades do Brasil e até de outros países. Além disso, o financiamento para a gestão integrada de resíduos e a produção de energia a partir do biogás gerado pelo Esgoto Sanitário estão entre os temas abordados no evento.

Se o seu município está em busca de soluções para o problema de seus resíduos, sejam domiciliares ou de construção e demolição, você não pode perder essa oportunidade.

Esgoto doméstico pode se transformar em energia nas estações de tratamento

Presidente da Nova CEDAE, Wagner Victer, apresenta em workshop no Rio projetos da Companhia para produzir biocombustível e gás a partir do esgoto  em suas ETEs

O presidente da Nova CEDAE, Wagner Victer, participa, no próximo dia 10 de novembro, do workshop Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que acontece no Centro Empresarial Rio, para discutir tecnologias e soluções para o setor. Victer vai falar sobre os projetos da CEDAE para geração de energia a partir do esgoto nas estações de tratamento (ETE´s).

O mais avançado está sendo desenvolvido em parceria com a COPPE/UFRJ na ETE Alegria, no bairro do Caju, através de uma planta piloto para a produção de biocombustível e gás. O projeto é inédito por ser a primeira planta em instalação no Brasil. A proposta é ampliar a atividades até atingir, a longo prazo, as diversas estações da CEDAE, ganhando escala comercial através de parceria com a Petrobras e outras empresas.

A iniciativa é fundamental para melhorar o impacto ambiental das estações de tratamento e reduzir os gastos com energia elétrica. Segundo levantamento realizado pela consultoria Andrade & Canellas, o Brasil deixa de produzir entre 3.050 e 3.660 GWh de energia todos os anos a partir do biogás gerado pela decomposição do lixo urbano em todo o País. Se acondicionada e aproveitada adequadamente, cada tonelada de resíduo pode gerar entre 50 e 60 KWh de energia elétrica.

Segundo estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2010 as cidades foram responsáveis pelo descarte de 61 milhões de toneladas de resíduos em lixões e aterros sanitários em todo o Brasil. Essa energia seria suficiente para abastecer até 18,3milhões de casas, considerando o consumo médio residencial na faixa de 200 kWh por mês. A maioria dos proprietários de aterros, no entanto, opta pela queima simples do gás ao invés de aproveitar o combustível para gerar energia, apesar de a atividade ser economicamente viável, assim como nas estações de tratamento de esgoto.

O workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos” tem por objetivo apresentar e debater novas Tecnologias e soluções para o setor. Casos de sucesso de cidades do Brasil e de outros países, modelos e equipamentos para a gestão de resíduos serão apresentados durante o evento, além de tecnologias para produção de energia a partir do biogás gerado pelo Esgoto Sanitário, que também estão entre os temas abordados no evento.

Coleta seletiva no Brasil é de apenas 17,9%, diz IBGE

O Atlas de Saneamento 2011 que o IBGE lançou no último dia 19 de outubro revela que o percentual de municípios brasileiros que faziam coleta seletiva passou de 8,2%, em 2000, para 17,9%, em 2008.

Apesar do avanço, o percentual ainda é baixo, sendo que, entre os municípios que ofereciam o serviço, apenas 38% o faziam em todo o município. Além disso, eram grandes as disparidades regionais, estando este serviço concentrado nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, que alcançavam um percentual acima dos 40%, enquanto nas demais regiões este percentual não chegava a 10%.

Considerada fundamental para permitir e facilitar a reciclagem de resíduos sólidos, a coleta seletiva é um desafio que os municípios precisam vencer, conforme as exigências da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Em um ano, todos os municípios terão de apresentar projetos de gestão integrada de seus resíduos, de maneira a eliminar os lixões até 2014.

A questão da coleta seletiva e da reciclagem de resíduos, domiciliares e da construção, está no foco do Workshop Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que será realizado no dia 10 de novembro, no Rio de Janeiro. O objetivo é buscar modelos e experiências nacionais e internacionais no manejo de resíduos sólidos e apresentá-los aos profissionais de Construção Civil, Meio Ambiente, Saneamento e para a área acadêmica e governamental (prefeituras, governos estadual e federal). Uma oportunidade para a capacitação de gestores e de difusão das boas ideias que podem ser aplicadas por todo o país.

Além do patrocínio da ENVAC e do apoio de diversas entidades do setor, já confirmaram presença o Presidente da Comissão de Defesa de Meio Ambiente da ALERJ, Deputado Átila Nunes; o Presidente da CEDAE, Wagner Victer; o Superintendente Nacional de Saneamento e Infraestrutura da CAIXA, Rogério de Paula Tavares; o diretor comercial da ENVAC, Fábio Colella; e o Pesquisador do IVIG (Inst. Virtual Internacional de Mudanças Globais)/COPPE, Luciano Basto Oliveira.

As vagas são limitadas. Até o dia 27 de outubro, as inscrições poderão ser feitas com descontos especiais, individuais ou para grupos de participantes.

CAIXA e BIRD firmam acordo para liberar mais US$ 50 milhões para resíduos sólidos

Superintendente da CAIXA estará presente no workshop sobre Gestão de Resíduos Sólidos no Rio. Recursos da operação com o Banco Mundial também serão usados para financiamento de carbono.

A Caixa Econômica Federal vai contratar operação de crédito com o Banco Mundial no valor de 50 milhões de dólares, para aplicação em projetos de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e financiamento de carbono. A contratação já foi aprovada pelo Senado Federal e será assinada nos próximos dias. A CAIXA é a única instituição no Brasil autorizada pelo Banco Mundial a intermediar recursos do Carbon Partnership Facility (CPF), plataforma inovadora de fomento ao mercado mundial de carbono.

O Superintendente Nacional de Saneamento Ambiental da CAIXA, Rogério Tavares, estará presente no workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”, que acontece no próximo dia 10 de novembro de 2011, no auditório do Centro Empresarial Rio, quando poderá esclarecer melhor os critérios desse novo programa de crédito.

 Segundo informações da CAIXA, o empréstimo do BIRD possibilitará disponibilizar novo funding para aplicação em RSU, tanto para o setor público quanto para o setor privado. Os recursos serão utilizados para implementar o Programa de Financiamento para a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). Esse programa desenvolve ações integradas para a gestão dos resíduos sólidos urbanos envolvendo o tratamento e a disposição final, para reduzir impactos ambientais e sociais, melhorar a saúde pública, além de promover soluções econômica e ambientalmente sustentáveis.

Com o novo funding, além de financiar entidades públicas e privadas no tratamento de resíduos sólidos, a CAIXA desenvolverá ações para implementar e monitorar os investimentos no segmento. No setor público, podem ser contemplados os estados, Distrito Federal, municípios e empresas públicas com receita própria, como algumas companhias estaduais de saneamento. No setor privado, concessionárias ou subconcessionárias privadas de serviço público de saneamento básico ou empresas privadas, organizadas na forma de SPE (Sociedade de Propósito Específico) para o manejo de resíduos sólidos urbanos, desde que legalmente autorizadas a executar ações financiadas pelo Programa. Podem ser financiadas a construção e operação de aterros sanitários, o fechamento de aterros a céu aberto com o tratamento dos impactos ambientais, e o desenvolvimento de instalações alternativas para tratamento de resíduos.

Prefeitura de Barcelona troca latas e caminhões de lixo por sistema a vácuo

Sistema desenvolvido pela ENVAC, que atende a 354 mil catalães, vai ser apresentado durante workshop no Rio. Nova tecnologia foi implantada pela primeira vez, na Espanha, na cidade de  Barcelona para os Jogos Olímpicos de 1992

A cidade de Barcelona, na Espanha, trocou as latas e caminhões coletores de lixo por um sistema diferente, desenvolvido pela Envac, para retirar os resíduos sólidos das ruas. O modelo é estruturado num sistema de tubos que passam a até cinco metros da superfície até chegar à unidade coletora do lixo na periferia (central de coleta). Pontos de coleta de lixo são instalados nas esquinas das ruas e também em prédios comerciais e residenciais para coletar o material, tornando o processo totalmente limpo.

O sistema, que já foi instalado em 120 cidades no mundo, totalizando mais de 600 sistemas fornecidos pela Envac, vai ser apresentado pela empresa durante o workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”, que acontece no próximo dia 10 de novembro de 2011, no auditório do Centro Empresarial Rio. Novas Tecnologias e soluções para esse novo conceito de gestão serão apresentadas no evento junto a casos de sucesso de cidades do Brasil e até de outros países.

No sistema implantado pela Envac em Barcelona, de hora em hora ou quando necessário, depois que os resíduos são colocados nos pontos de coleta, o trajeto do lixo se inicia. Os resíduos são transportados com uma velocidade superior a 70 km/h e chegam até a central de coleta já separados.

Na central, o lixo entra diretamente num contêiner que irá, depois de cheio, para as usinas de triagem. Nas usinas o papel, plástico e as latas são reciclados e o lixo orgânico se torna combustível para geração de eletricidade.

Só em Barcelona, são 113 km de tubulações instalados e a previsão é de que 70% dos resíduos sólidos na cidade sejam retirados pelos sistemas pneumáticos nos próximos sete anos. De acordo com o site G1, 160 caminhões de resíduos pararam de circular diariamente pela cidade. A ausência de caminhões de lixo evita odores, acúmulo de lixo e melhora o tráfego. Além das vantagens ambientais, o sistema proporciona um melhor aproveitamento do espaço urbano.

Alto custo e sistema no Brasil

O sistema foi inventado pela Envac no final da década de 50, na Suécia, e foi instalado pela primeira vez em 1961 nos arredores de Estocolmo. Em Barcelona o sistema foi introduzido para os Jogos Olímpicos de 1992 e hoje atende a 324 mil moradores na capital da Catalunha. Barcelona foi a primeira cidade da Europa a introduzir o sistema em seu plano diretor transformando a tecnologia no meio padrão de coleta da cidade. Cerca de 156 milhões de euros foram gastos em Barcelona, e o custo para que o sistema possa atender 18 mil famílias é de 35 milhões de Euros em média de acordo com a configuração adotada pela cidade.

Para o vice-presidente da Envac Iberia, Albert Mateu, o custo compensa ao longo do tempo, já que as instalações são projetadas para durar minimamente 30 anos. Questionado sobre possíveis obstruções no sistema ele informa que o sistema é projetado para gerenciar tal situação. Quatro ou mais exaustores estão prontos para serem acionadas se preciso. “No caso de um entupimento, acionamos os exaustores. Com o ganho de poder de sucção, em 90% dos casos desobstruímos o tubo.”

No Brasil, a Envac já possui diversos estudos em andamento. Inclusive uma capital já solicitou estudo oficial para a possível abertura de licitação para a mudança da coleta do lixo, mas nada ainda foi concretizado. O país, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos, gera seis vezes mais lixo do que coleta.